A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu pela quinta semana consecutiva, alcançando 4,22% em comparação aos 4,2% projetados na semana anterior, conforme o Boletim Focus divulgado na segunda-feira (19/08) pelo Banco Central (BC). Essa estimativa é baseada nas expectativas de diversas instituições financeiras, e o IPCA é considerado a medida oficial da inflação no Brasil.
A previsão para 2025, por outro lado, caiu em relação à semana passada, passando de 3,97% para 3,91%. Já para 2026, a estimativa se manteve estável em 3,6%.
Para o ano corrente, a projeção está acima da meta de inflação, que é de 3%, mas ainda dentro da margem de tolerância, que permite uma variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Assim, o limite inferior da meta é 1,5%, e o superior, 4,5%.
A partir de 2025, será implementado o sistema de meta contínua, onde o Conselho Monetário Nacional (CMN) não precisará mais estabelecer uma meta de inflação anual. O CMN fixou o centro da meta contínua em 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
PIB
As previsões do mercado financeiro para o Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma de todas as riquezas produzidas no país, foram revisadas para cima. Na semana passada, o crescimento projetado para 2024 era de 2,2%, e agora subiu para 2,23%. No caso de 2025, a expectativa de crescimento do PIB caiu ligeiramente para 1,89%, em comparação aos 1,92% estimados na semana anterior. Para 2026, a projeção permanece inalterada em 2% há 54 semanas.
Em 2023, a economia brasileira superou as expectativas e cresceu 2,9%, atingindo um valor total de R$ 10,9 trilhões, segundo o IBGE. Em 2022, o crescimento foi de 3%.
Selic e dólar
Quanto à taxa básica de juros (Selic), as expectativas permanecem estáveis em 10,50% para 2024, sem alterações há 9 semanas. Para 2025, houve um pequeno aumento na projeção, de 9,75% para 10%, enquanto para 2026, a taxa permanece em 9%, sem mudanças há 14 semanas. A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para atingir a meta de inflação.
Em julho, a inflação no país foi de 0,38%, impulsionada principalmente pelo aumento nos preços da gasolina, passagens aéreas e energia elétrica, após ter registrado 0,21% em junho. De acordo com o IBGE, o IPCA acumula uma alta de 4,5% nos últimos 12 meses, situando-se no limite superior da meta de inflação.
No que diz respeito ao câmbio, as projeções indicam que o dólar deverá encerrar 2024 cotado a R$ 5,31, um valor ligeiramente superior aos R$ 5,30 projetados na semana passada. Para 2025 e 2026, as estimativas permanecem estáveis, com o dólar previsto em R$ 5,30 e R$ 5,25, respectivamente.
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